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Lobo Brasil entrevista:
Alan Grant

Alan GrantEntrevista por: Lucio Luiz (7 de março de 2005)

Alan Grant divide com Keith Giffen o título de maior roteirista do Maioral. Apesar de Giffen ter a seu lado a “honra” de ter sido co-criador do personagem, não podemos esquecer que Alan Grant roteirizou todas as edições mensais de Lobo e diversas minisséries e especiais (muitas ao lado de Giffen, inclusive).
Abaixo, trazemos uma entrevista exclusiva que o site Lobo Brasil realizou por e-mail com Alan Grant. Ele fala bastante sobre Lobo (é lógico) e também sobre outros personagens que criou ou roteirizou, como Tank Girl, Batman e Juiz Dredd.
Conheça os novos projetos do escritor (e aqueles que a DC não deixou que vissem a luz do dia). Saiba um pouco mais sobre a história do Maioral e sobre a vida desse grande roteirista de quadrinhos.
Obs.: No final da página, há um link para a entrevista em inglês para quem preferir ler no original.

Quando você começou a trabalhar com quadrinhos?
Antes de trabalhar com quadrinhos, eu trabalhei em um banco e também como editor para uma editora escocesa. Na verdade, eu tive uma carreira de sucesso como escritor free-lance de estórias românticas para garotas bem antes de começar a trabalhar com quadrinhos. Mas quadrinhos sempre foram meu primeiro amor, e foi um sonho que se tornou realidade quando eu vendi minha primeira estória (para uma revista britânica chamada Starlord) em 1979. Mais tarde, no mesmo ano, eu fui contratado como editor-assistente na principal revista em quadrinhos britânica, 2000AD. Eu fiquei lá por cerca de 18 meses ou dois anos antes de me tornar free-lance. Comecei a trabalhar com quadrinhos americanos em 1987 na Detective Comics #583 [no Brasil, em , da editora Abril], mas eu prefiro quadrinhos como 2000AD, que têm um senso de humor muito melhor que a maioria dos quadrinhos de super-heróis. Lobo é mais parecido com um personagem da 2000AD do que com um da DC.

A primeira vez que você escreveu uma estória com Lobo foi em L.E.G.I.O.N. #3 [no Brasil, DC 2000 nº 17, editora Abril]. O personagem já havia aparecido na Liga da Justiça (um pouco diferente das aparições em Omega Men). Por que você e Keith Giffen decidiram usá-lo em L.E.G.I.O.N.?
Essa foi uma decisão do Keith, não minha. Eu nunca tinha ouvido falar de Lobo até esse momento. Quando eu li Omega Men, não conseguia imaginar pra quê tanto barulho. Mesmo quando Barry Kitson desenhou Lobo em L.E.G.I.O.N., não conseguia ver quão popular o personagem poderia ser. Foi apenas quando eu vi os esboços do Simon Bisley que eu consegui perceber como Lobo tinha potencial.

Você e Keith Giffen trabalharam juntos antes de L.E.G.I.O.N.?
Não, L.E.G.I.O.N. foi a primeira vez em que trabalhamos juntos. Keith tinha visto meu trabalho com o Juiz Dredd e imaginou que eu seria uma boa aquisição para a equipe do Lobo. Nós conversamos bastante por telefone, mas apenas alguns anos depois Keith e eu nos conhecemos pessoalmente. Ele é uma pessoa muito reservada, e não costuma participar de convenções de quadrinhos.

Você imaginou toda a popularidade que Lobo alcançou?
Não, realmente não. Nós pensamos que seria um gibi de venda mediana. Mas eu acho que a arte matadora do Bisley, os roteiros bizarros do Keith e meu diálogo combinaram em algo maior do que a soma de suas partes.

Em 1991, por exemplo, Lobo apareceu em seis gibis no mesmo mês. Por algum tempo, Lobo co-estrelou muitas estórias em muitas revistas. Mas, algum tempo depois do início da série regular de Lobo, suas aparições no Universo DC reduziram. Qual sua opinião sobre isso?
Primeiro, eu não gosto de ver nenhum outro escritor que não seja Keith ou eu escrevendo Lobo. Eu sinto que nós conhecemos melhor o personagem, e quando outras pessoas o escrevem, o resultado geralmente não é satisfatório. Segundo, tanto Keith quanto eu argumentamos que seria um erro a DC lançar Lobo mensalmente. Nós queríamos manter o personagem com uma minissérie por ano, com um anual ou especial de suporte. Nós sabíamos que publicar o personagem mensalmente iria requerer que reduzíssemos um pouco as baixarias. Mas a DC nos disse que se nos recusássemos a escrever, eles encontrariam alguém que assumisse o trabalho. Foi por isso que acabei escrevendo o gibi. Já o porquê deles terem reduzido a participação de Lobo em outras revistas... bem, eu não tenho resposta para isso. Editores de quadrinhos (e editoras) fazem coisas estranhas, e nem todas possuem lógica.

O artigo negativo sobre Lobo na revista Wizard citado em Lobo #60-62 foi realmente importante para o cancelamento de sua série regular?
Aquilo foi apenas uma piada. Eu me desapontei pela Wizard ter colocado Lobo pra baixo, especialmente porque um de seus principais escritores me ligou em casa para dizer que discordava completamente com o artigo.

Depois que você parou de escrever L.E.G.I.O.N., Barry Kitson começou a fazer os roteiros sozinho (ele já havia escrito alguns roteiros com você). Depois dele, Tennessee Peyer começou a escrever a L.E.G.I.O.N. e eles se tornaram os R.E.B.E.L.S.. Apenas depois disso tudo, Lobo deixou o grupo. O que você achou dos desenvolvimento desses dois escritores com Lobo e L.E.G.I.O.N.?
Tenho que confessar que eu parei de ler L.E.G.I.O.N. quando parei de escrevê-la. Nunca é uma boa idéia para um escritor continuar lendo algo de que ele foi tão próximo depois que alguma pessoa o assume. Se Keith e eu tivéssemos o copyright de Lobo, seria diferente. Mas é a DC que possui o copyright e eles podem fazer o que quiserem com o personagem.

O que você pensou sobre o “Lobinho” que apareceu na Justiça Jovem?
Eu pensei: Bluuuurgh. O VERDADEIRO Lobinho teria matado todo mundo na Justiça Jovem, exceto as garotas.

Você já viu a versão de Lobo nas séries animadas do Super-Homem e da Liga da Justiça?
Sim, eu vi. Eles o fizeram quase direito, mas não suficientemente maligno.

Você escreveu 100% das estórias da série regular de Lobo e muitas minisséries e especiais. Você também usou Lobo em várias edições do gibi The Demon. Na verdade, você escreveu exatamente 174 gibis em que Lobo apareceu de alguma forma. Como você se sente escrevendo o personagem?
Eu nunca havia contado antes, então obrigado por isso! Eu tenho uma cópia de cada revista de Lobo que eu já escrevi, mas não estão em ordem cronológica. Eu adoro escrever Lobo. Ele me faz rir, e eu acredito que isso significa que ele fará outras pessoas rirem também. Desde que a DC cancelou o gibi, eu realmente fiquei com saudades de escrever Lobo, mais ainda do que fiquei em relação ao Batman. Mas, de acordo com o que Keith me disse, Lobo agora é parte oficial do Universo Wildstorm e eu acho que Keith e eu iremos trabalhar (provavelmente com Simon) em mais projetos do Lobo no futuro.

Quem criou (e o que significam) os termos “frag”, “bastich” e “feetal’s gizz” dos gibis do Lobo?
“Frag” significa foda e foi retirado de uma gíria da Guerra do Vietnã (“frag” é a abreviação de fragmentation grenade [granada de fragmentação]). “Bastich” significa bastardo e veio de um roteiro feito por um cara que se autodenomina Savage Pencil. Eu não sei o que “feetal’s gizz” significa, mas é o pior palavrão da língua czarniana.

Você pode contar algo sobre o novo especial Authority/Lobo?
Não muito, porque ainda não vi o roteiro. Mas Keith já o escreveu, Simon está fazendo a arte exatamente agora, e possivelmente farei o diálogo muito em breve.

É verdade que a DC Comics tem estórias que eles nunca publicaram?
Sim, é verdade. Uma chama-se “Gunfight At The OK Co. Mall”. São 24 páginas, desenhadas pelo artista britânico Shaun Thomas (que desenhou o novo “Middenface” que estou escrevendo para 2000AD). Eu realmente não sei porque eles nunca a publicaram. Outra história que eles já tem toda a arte é “The Hand Job”. É uma espécie de estória “sexy”, em que Lobo aparece totalmente pelado. A arte foi feita pelo artista agora famoso Frank Quitely (X-Men, atualmente em Superman). Se eu lembro direito, “Gunfight” envolvia um grande tiroteio num shopping, onde o principal vilão (eu acho) era o pai de Jonas Glim e “The Hand Job” trazia Lobo sendo contratado para encontrar os seqüestradores de uma espécie de Hugh Heffner [dono da revista Playboy], editor das maiores revistas pornôs da galáxia. Em cerca da metade do gibi, Lobo aparece pelado. O clímax da estória traz 10.000 mineiros de asteróides se masturbando. Talvez ainda tenha alguma outra estória da qual eu esteja me esquecendo.

Você criou o ótimo personagem Anarquia e escreveu muitas estórias de Batman que se tornaram populares (no Brasil, muitas edições de Detective Comics e Shadow of the Bat escritas por você foram publicadas). Por que você parou de escrever regularmente os dois personagens?
A DC me demitiu do Batman. Eu não sei o porquê, já que isso nunca me foi explicado. Eu escrevi o personagem por sólidos 13 anos, então recebi um fax no meio da noite me dizendo que estava demitido. Essas são as editoras para você. Anarquia ganhou sua própria série mensal, o que foi um erro. Assim como com a série regular de Lobo, eu argumentei que a DC não deveria fazer isso. Como um adolescente sem super-poderes, seria bem difícil encontrar uma base regular de leitores para o Anarquia (especialmente quando Robin já tinha sua própria série). Mas assim como Lobo, me disseram que se eu não escrevesse, eles encontrariam alguém para fazê-lo. Isso foi uma droga, porque eu realmente gostava do Anarquia também. Ele é como eu gostaria de ter sido quando tinha 15 anos!

Como é sua relação com os fãs?
Boa, eu acho.

O que você pensa sobre “fanfics” e outras coisas criadas por fãs?
Não tenho problemas com eles. Gosto de ver as pessoas sendo criativas.

Muitas crianças e adolescentes lêem suas estórias, algumas como Juiz Dredd e Lobo, que trazem violência. Você se preocupa com isso?
Não, de modo algum. Violência nos quadrinhos e literatura raramente afeta os leitores de uma forma negativa. Preocupa-me muito mais que crianças e adolescentes liguem suas TVs todos dias, e vejam soldados britânicos e norte-americanos matando iraquianos, ou russos matando chechenos, ou helicópteros dos cartéis de drogas jogando produtos químicos tóxicos nas plantações de camponeses pobres. Eu apenas gostaria que mais gibis mostrassem isso para seus leitores.

Você sabe algo sobre a publicação de suas estórias fora dos Estados Unidos e Reino Unido?
Eu sei que muitas estórias minhas de Batman, Anarquia e Lobo são bastante populares em países que falam espanhol, provavelmente porque esses povos tiveram experiências em primeira mão com juntas militares. Sul-americanos em geral têm uma compreensão bem melhor da política (e da inevitável corrupção que a acompanha) do que qualquer fã norte-americano ou britânico. Eu sei pelo meu relatório de royalty da DC que meus gibis vendem por toda Europa, tanto quanto na América do Sul, Austrália e às vezes (como Lobo) na China.

Você é bem conhecido no Brasil como roteirista de quadrinhos, mas seus romances nunca foram traduzidos para o português. Você pode falar um pouco sobre seu trabalho nessa área?
Eu era originalmente escritor de estórias românticas. Em 1982, John Wagner e eu decidimos tentar entrar no mercado de livros. Escrevemos diversas coleções de estórias curtas que foram lançadas em antologias de editoras do Reino Unidos (“The Big Book of Astounding Science Fiction Stories”, “Detective Stories” e outros títulos similares). Mas nós percebemos que os livros pagam bem menos do que poderíamos ganhar nos quadrinhos, então deixamos logo eles de lado. Não demorou até 1989 para solicitarem que eu escrevesse um romance: a versão infantil da novelização do primeiro filme do Batman. Eu continuei com versões infantis de novelizações de outros filmes do Batman. Também escrevi um romance original do Robin chamado “Facing The Enemy”. Isso levou a um romance da Liga da Justiça chamado “The Stone King”, visando adultos. Então eu escrevi um romance infantil da Mulher-Gavião, que eu acho que ainda não foi publicado. Meu último romance é “Final Sons” para a Warner Books, 75.000 palavras, estrelando Lobo, Caçador de Marte e Super-Homem. Nesse romance, Lobo tem um mandado de prisão contra o Caçador de Marte, e o leva para julgamento. Super-Homem tenta libertar seu amigo marciano. O vilão é Alpha, uma inteligência artificial vista pela última vez como Sr. Starr nas páginas de L.E.G.I.O.N.. Deve estar à venda em março/abril 2005.

Além de quadrinhos e literatura, você já trabalhou ou teve projetos em outras mídias?
Não. Mas agora eu trabalho para a televisão (sou o único escritor britânico trabalhando na série “Ace Lightning” para a Alliance Atlatins no Canadá). Eu escrevi o roteiro para o filme “Robot Atak”. Também sou co-criador e roteirista do filme “Dominator” (confira no site: www.rengamedia.com). Também trabalhei em alguns jogos de computador.

Por falar em jogos de computador, você teve algum envolvimento com o jogo do Lobo que a Kemco Games lançaria, mas cancelou? E sobre o jogo do Juiz Dredd?
Não, eu não tive envolvimento com nenhum dos dois jogos. Eles poderiam ter sido mais bem-sucedidos se eu tivesse sido chamado para ajudar.

O que você achou dos filmes baseados em personagens que você já escreveu, como Batman, Juiz Dredd e Tank Girl, por exemplo?
Todos esses filmes são lixo. Batman foi lindamente filmado, mas tinha o homem errado (Michael Keaton) como Batman. Juiz Dredd tinha bons efeitos especiais, mas novamente escolheram o ator errado: Sly [Sylvester] Stallone NÃO é Juiz Dredd. E Tank Girl foi simplesmente um desastre. O problema é que roteiristas de cinema têm que alcançar uma audiência muito maior do que roteiristas de quadrinhos. Para fazer isso, eles normalmente mudam os aspectos dos personagens que os fizeram famosos em primeiro lugar. Em Batman, tudo era efeito especial e alta tecnologia. Em Juiz Dredd, eles esconderam o fato de que Dredd é um fascista. Em Tank Girl, eles simplesmente fizeram uma porcaria.

E sobre o projeto para o filme do Lobo?
Todos os roteiros que eu vi para o filme do Lobo eram lixo. Assim como com Dredd e Batman, eles tentaram mudar a personalidade de Lobo para que ele atingisse uma maior audiência. Em uma das versões que eu vi, eles fizeram Lobo se tornar um caçador de recompensas porque precisava de dinheiro para pagar os remédios de sua avó. Eu escrevi aos produtores e os disse que se esse fosse realmente Lobo, ele teria devorado sua avó.

Vendo tudo que você já fez em sua carreira, do que você mais se orgulha?
Lobo: “The Paramilitary Xmas Special” [no Brasil, “Lobo versus Papai Noel”, da editora Metal Pesado]; Batman: “Tulpa”, featuring Etrigan the Demon, around Detective Comics issues #601-603 [no Brasil, publicado em Batman vol.3 nº 6-7, da editora Abril]; Juiz Dredd: “Democracy”; Juíza Anderson: “Satan”; Anarquia: A primeira minissérie.

O que você gosta de fazer quando não está trabalhando?
Eu não leio muitos quadrinhos (ou livros de ficção) para o caso de acabar roubando idéias de outros escritores. Eu leio bastante sobre filosofia e ciência. Eu escalo montanhas. Eu trabalho em meu jardim. Eu brinco com meus netos. Minha esposa e eu conduzimos um festival anual de quadrinhos em nossa vila: O “Moniaive Comics Festival”, em Dumfries & Galloway, Escócia. Nós o começamos há cinco anos, quando boa parte da Escócia foi atingida pela febre aftosa. Durante a noite, nossa vila quase morreu quando trabalhadores das fazendas e floresta tiveram que parar de trabalhar. Nós começamos o festival para tentar trazer os turistas de volta. Fizemos um evento dividido. Cerca de 600 adultos (que pagam) e 600 crianças (que vão de graça). Fazemos workshops de escrita, desenho e animação. Nomes famosos como John Wagner, Jason Brashill, Cam Kennedy e vários outros participam, por sua própria conta. Esse é o único festival de quadrinhos na Grã-Bretanha que atende muitas crianças. A próxima edição ocorrerá nos dias 3 e 4 de setembro.

Há algum tempo você criou uma editora, a “Bad Press”. O que aconteceu com o projeto?
Nós criamos a Bad Press para publicar “Shit the Dog”, com arte de Simon Bisley. Infelizmente nossa distribuição caiu bastante, então acabamos perdendo dinheiro. Mas a Bad Press ainda existe. Eu faço muito do meu trabalho “de brincadeira” através da Bad Press e ainda esse ano pretendemos lançar um novo gibi “adulto”, voltado principalmente aos maconheiros.

Você já visitou o Brasil?
Fiquei 3 ou 4 dias no Brasil há alguns anos, nas Cataratas do Iguaçu. Nós ficamos num hotel caro, então não tivemos a oportunidade de conhecer pessoas comuns. Nós fizemos rafting em corredeiras. Eu adoraria voltar algum dia.

Entrevista em inglês / Interview in English
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