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O paradoxo dos clones
(01/09/2002)

Lobo nasceu no adorável planeta Czárnia. Como todos czarnianos, Lobo tem a capacidade de regenerar qualquer parte de seu corpo além de poder produzir clones de si mesmo, bastando para isto uma única gota de sangue. Portanto, com diversas gotas de sangue, quantos clones de um mesmo czarniano não poderiam ser feitos? Fora os clones dos clones e assim por diante. Resumindo, estamos diante de um pequeno problema lógico.

Vamos fazer apenas uma suposição: Quando Czárnia ainda era povoada (antes de Lobo matar todo mundo), para não criar clones sem parar os czarnianos só poderiam morrer de causas naturais, e ainda assim, durante toda sua vida, não poderiam sofrer sequer um arranhão ou um corte. Tudo bem que os czarninaos eram um povo pacífico, muito pacífico, mas bastaria uma criança tropeçar e se ferir para gerar dezenas de clones e deixar os pais cheios de filhos.

Na primeira vez em que Lobo apareceu, ainda como personagem secundário dos Omega Men, sua origem era um pouco diferente da atual. Seu planeta natal chamava-se Velórpia e ele não foi o responsável por sua destruição, porém a característica da “autoclonagem” já existia. Nessa versão da origem do personagem, Velórpia foi destruída por causa do imenso volume de clones que surgiram, o que acabou não dando espaço suficiente para todos no planeta e fez com que os psíons (outros ETs, mas não vem ao caso detalhar) desintegrassem todos os velorpianos (única forma de destruí-los), só restando Lobo. Na origem atual de Lobo, Czárnia foi destruída por ele próprio, após criar insetos causadores de uma doença aterradora. Essa doença não permitia o surgimento de clones pois não fazia com que as pessoas sangrassem ou coisas do gênero.

Mesmo que aceitemos o fato de que, durante todo o período em que Czárnia existiu, todos se preocuparam em não permitir uma superpopulação de clones, o problema lógico continua existindo graças ao próprio Lobo.

Até ser impedido por Vril Dox (da L.E.G.I.Ã.O.) de criar clones, Lobo tinha essa capacidade funcionando à vontade. Durante todo o tempo que levou até ele se unir ao grupo de Dox (segundo a cronologia DC, quase 400 anos), é lógico que diversos clones surgiram, no mínimo por sangue derramado em lutas.

O que Lobo teria feito? Matado todo e qualquer clone que surgisse para continuar sendo o único czarniano do universo? Claro que seria o óbvio. Mas, assim como os velorpianos, um czarniano só morre de vez sendo totalmente desintegrado (conforme pode ser conferido em “L.E.G.I.O.N.” #8, quando Vril Dox desintegra um “exército” de clones do Lobo).

Mas vamos recordar de um detalhe: Lobo é imortal! Ele conseguiu isso porque nem céu nem inferno o aceitaram. Daí vem a pergunta: se ele não pode morrer, como seus clones podem? A DC Comics nunca forneceu essa explicação. Pelo contrário, algumas histórias ajudaram a aumentar a confusão (vide o clone que aparece rapidamente em “Lobo Annual” #3 e que Lobo derruba com um simpes soco, sem maiores explicações posteriores). Das duas, uma: ou os clones não têm alma ou compartilham a mesma alma de Lobo.

Outros problemas ligados a clones permitem mais questionamentos: Qual a personalidade de um clone? Em “Lobo” #9, um clone de Lobo arma um plano para matar o Lobo original e tomar seu lugar, dominando o universo. Apesar da violência ser parecida, sua personalidade diferia um pouco do Lobo que conhecemos: mais inteligente e mais ambicioso em seus planos.

O que dizer então de Slobo, o clone adolescente que é integrante da Justiça Jovem? Ele surgiu em “Young Justice” #38, a partir dos clones do Lobinho (o Maioral transformado magicamente em adolescente), porém, além de ser mais fraco e mais “contido”, ele ainda tem olhos amarelos. Ele próprio explica, nessa mesma edição, que seu caso é um em um bilhão, “culpando” ainda um gene recessivo. Mesmo assim, é uma história (muito) mal contada.

E por falar em casos raros, por que será que dona E. Tribb (a ex-professora primária de Lobo na minissérie “O último czarniano”) não gerou clones quando Lobo cortou suas pernas? Será que ela também foi tratada por Vril Dox para não se duplicar? Quem leu a revista sabe que não.

Uma última questão: se Lobinho pôde criar clones porque, quando voltou a ser adolescente, reverteu o tratamento de Vril Dox, será que o Lobo adulto (ele voltou a crescer, sem maiores explicações, a partir dessas clonagens adolescentes) voltou a poder criar clones? Só a próxima revista do Lobo poderá explicar isso - se é que seu escritor vai se preocupar com esse detalhe.

Dos poderes de Lobo, talvez sua capacidade de se “autoclonar” seja a que causa mais confusão quanto à coerência do personagem. Foi até explorada de forma interessante no início da L.E.G.I.Ã.O. e gerou algumas boas histórias (como a saga publicada em “Lobo” #7-9), mas talvez uma pequena reformulação fosse necessária para não deixar tantas pontas soltas.

texto: Lucio Luiz
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