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Mudando de personalidade - parte 2
(01/03/2003)

Desde sua primeira aparição, Lobo costumava sofrer alterações de personalidade para se “encaixar” nas diversas revistas em que aparecia. Era algo ruim para o personagem, mas aparentemente ninguém se importava. Com isso, o que já era estranho conseguia ficar cada vez pior.

No decorrer dos anos 90, Lobo aparecia em tantas revistas que quase não havia coerência entre suas personalidades. Em seu gibi mensal, ele exagerava na violência e parecia meio bobo. Na revista da L.E.G.I.Ã.O., ele não tinha muita utilidade e às vezes os roteiristas inventavam alguma “desculpa esfarrapada” só para ele não participar ativamente das histórias. Como coadjuvante de outros personagens, sua personalidade se adaptava à necessidade da história. O Maioral parecia um esquizofrênico, sem ter uma definição clara e precisa dos limites de suas características ou de suas capacidades (por exemplo: em algumas revistas ele agüentava porrada durante horas, em outras, uns soquinhos eram suficientes para deixá-lo desacordado).

Em 1996, ainda surgiu o desenho animado do Super-Homem, no qual Lobo apareceu em uma história de duas partes chamada “The Main Man” (Maioral, em inglês). Ao menos no desenho, o Maioral continuava com uma personalidade próxima da original, embora logicamente adaptada à censura livre do programa. A única diferença era física: ele tinha quase o dobro do tamanho do Azulão (talvez para justificar o fato dele ser tão forte quanto o kryptoniano).

De qualquer forma, o resultado dessas mudanças de personalidade aliadas à superexposição que o personagem tinha então, tiveram como conseqüência o desgaste de sua imagem. No finalzinho dos anos 90, Lobo praticamente só aparecia em sua própria revista mensal, o que fez com que a personalidade “bocó” dele acabasse prevalecendo (basta ver o encontro com Hitman, publicado no Brasil em 2001, que retratou Lobo como um completo imbecil).

O gibi de Lobo foi cancelado em 1999. Para os mais otimistas, um curto período no “limbo” poderia até ajudar o personagem, pois daria tempo para “descansar” sua imagem e alguém poderia renová-lo algum tempo depois. No ano seguinte, em abril de 2000, Alan Grant e Simon Bisley lançaram o especial “Batman/Lobo”, uma das melhores histórias já publicadas do Maioral. Seria o pontapé inicial para uma retomada de Lobo se não fosse Peter David e Eddie Berganza, respectivamente roteirista e editor da Justiça Jovem.

Uma aventura do grupo de heróis adolescentes chamada “Sins of Youth” fez com que todos heróis adultos virassem crianças e vice-versa. No final, depois que todo mundo já tinha voltado ao normal, surge um irritado “Lobinho”: o mesmo poder que transformou os heróis em crianças também mexeu com o Maioral, porém ele não voltou ao normal.

O que parecia uma idéia interessante para brincar um pouquinho com Lobo, acabou se tornando quase um “assassinato” de sua personalidade. Até o final de 2001, “Lobinho” participou ativamente da Justiça Jovem e deixou de lado grande parcela de sua violência. Na verdade, ele estava muito perto de ficar totalmente bonzinho se não fosse a imposição da DC Comics de que ele voltasse a ficar adulto e a criação do clone defeituoso Slobo.

A confusão que esse “Lobinho” criou só não ficou maior porque Keith Giffen queria retomar o personagem na aguardada minissérie “Lobo Unbound”, que está prometida para este ano. O primeiro passo para recuperar o conceito original de Lobo, porém, foi o lançamento, em meados de 2002, da revista “DC First”, escrita por Giffen, que trouxe o que seria o primeiro encontro entre Lobo e Super-Homem.

Com essa revista, Giffen voltou a roteirizar uma história do Maioral depois de quase quatro anos afastado de sua criação mais famosa. Ele retomou sua visão do personagem: violento e valentão, porém inteligente e consciente de suas obrigações. Por exemplo, ao invés de destroçar todo mundo na Terra sem nenhuma razão, ele provocou uma confusão apenas para chamar a atenção de Super-Homem e matá-lo, pois havia sido contratado especificamente para isso. Ou seja, Lobo é “o melhor caçador de recompensas da galáxia”, tentando matar Super-Homem apenas por motivos profissionais, sem levar para o lado pessoal (meio esquisito, mas é por esse caminho).

Apesar de Alan Grant ter escrito todas as revistas regulares de Lobo, é consenso entre a maioria dos fãs que Keith Giffen (que, na série mensal, participou apenas como co-roteirista na edição 58) é o escritor que tem a melhor visão da personalidade do Maioral. Ele mesmo já disse em diversas entrevistas que não gostava muito da versão “censura livre” que aparecia nas revistas regulares, considerando-a um equívoco editorial da DC Comics.

Como afirmado antes, o gibi “DC First” foi um primeiro passo para a “re-reformulação” do personagem, já que o mesmo estilo empregado no especial deve ser seguido na futura minissérie “Lobo Unbound”, com acréscimos generosos de violência gratuita junto com um roteiro consistente, o que poderá trazer Lobo de volta aos bons e velhos tempos... pelo menos até a bagunça começar de novo.

texto: Lucio Luiz
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