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Mudando de personalidade - parte 1
(02/02/2003)

Os super-heróis dos quadrinhos costumam mudar de personalidade, principalmente quando precisam se adaptar ao momento histórico em que estão inseridos. Um bom exemplo é o Batman: nos anos 30, ele chegou a usar armas; depois de vários anos, teve uma fase “bonachão” (na mesma época daquele seriado clássico dos anos 60) e hoje em dia é uma figura sombria e obcecada. Embora o personagem Lobo tenha apenas vinte anos (que serão completados no próximo mês), ele também passou por diversas mudanças de personalidade. Essas mudanças não foram tão bruscas quanto as do Homem-Morcego, mas afetaram bastante o personagem, na maioria das vezes de forma negativa e incoerente.

A primeira vez em que houve uma reformulação da personalidade do Maioral foi em 1988, quando Keith Giffen o reintroduziu no universo DC na edição 18 da fase cômica da revista da Liga da Justiça (publicada no Brasil em “Liga da Justiça” nº 19, de julho de 1990). Lobo foi apresentado como um caçador de recompensas intergaláctico que se divertia com a violência, mas que tinha como prioridade seu trabalho. Nessa revista também foram introduzidos os golfinhos espaciais, que eram o principal motivo do trabalho de Lobo: com o dinheiro que ganhava, comprava ração para seus bichinhos de estimação. Essa descrição parece ser a mesma do personagem atualmente, mas há algumas diferenças que serão abordadas mais adiante.

Antes de prosseguir, porém, vamos analisar como era Lobo nos anos anteriores, entre 1983 e 1986, quando era personagem secundário dos Omega Men (uma espécie de “revolucionários” espaciais, que tiveram uma rápida aparição no Brasil no gibi “Super Amigos” nº 9, de janeiro de 1986). Para começar com as comparações, sua origem era totalmente diferente: além de ser velorpiano (ao invés de czarniano), o planeta não foi destruído por ele, mas por uma raça alienígena. Em comum com os dias de hoje, apenas o fato de ser caçador de recompensas, de gostar de dar um “toque” de violência em seu trabalho e de se multiplicar (embora não exatamente se “autoclonar”, como atualmente, mas literalmente se multiplicar).

Voltando ao formato atual do personagem, em 1989 Keith Giffen utilizou novamente Lobo numa história sua, dessa vez no recém-criado gibi da L.E.G.I.Ã.O.. A personalidade era a mesma que aparecera na revista da Liga da Justiça, porém com um pouquinho menos de comédia (o que é compreensível, já que na revista da Liga nessa época até o Batman era retratado de forma cômica). Firmando-se como um dos personagens principais do grupo de policiais espaciais, Lobo começou a ter um desenvolvimento mais profundo de sua personalidade. Ficou claro na época que ele gostava de violência e não voltava atrás em sua palavra, mas ainda não era totalmente inconseqüente, o que só ficou patente depois que foi derrotado numa luta por Vril Dox e obrigado a se submeter às suas ordens (para conhecer todas as histórias que estão sendo comentadas no artigo, basta visitar o tópico Todas as Revistas).

No início dos anos 90, Lobo começou a aparecer em revistas de diversos personagens, como no gibi em que lutou bêbado contra o Super-Homem. Por sinal, essa história (publicada no Brasil em “Super-Homem” nº 100, de outubro de 1992) reforçou os aspectos cômico e violento do personagem, além de ajudar a aumentar ainda mais sua popularidade já crescente. Essa “fama” repentina o tornou um dos precursores do estilo de anti-herói que tanto sucesso faz hoje em dia em figuras como Hitman e Preacher.

Quando as histórias da L.E.G.I.Ã.O. começaram a ser escritas por outros roteiristas, isso fez com que cada um desenvolvesse Lobo de formas ligeiramente diferentes. Ora o Maioral era peça-chave nas tramas, ora ele era apenas “apoio cômico”; tudo dependia de como o autor titular daquela edição “enxergava” o personagem.

Porém, não se pode negar que o momento que mais marcou a personalidade de Lobo foi a minissérie “O último czarniano”, escrita por Keith Giffen no final de 1990 e publicada no Brasil no ano seguinte. Ficou claro que na visão de Giffen (um dos co-criadores do Maioral “original”), Lobo era simplesmente um personagem absurdamente violento, sendo que essa violência deveria ser apresentada de forma exageradamente cômica. Claro que essa característica não teve eco na série regular da L.E.G.I.Ã.O. e nas demais revistas em que Lobo participava de vez em quando como coadjuvante, com exceção apenas das participações de Lobo no gibi de Etrigan (embora nesse caso o próprio protagonista também possuísse essas características).

A “liberdade criativa” para extrapolar as fronteiras da personalidade violenta/cômica de Lobo, portanto, existia apenas em seus próprios especiais e minisséries, pois nas demais revistas ele precisava ser um pouco mais contido para possibilitar a relação com outros personagens. Um exemplo dessa necessidade de “conter” a personalidade de Lobo está nas edições 21 a 24 da revista da Legião dos Super-heróis, de 1991: Lobo aparece no futuro (as histórias desse grupo de heróis se passam no século XXX), ainda como um caçador de recompensas muito forte e violento, porém sem tanta comicidade nessa violência e ainda com uma postura “cínica” diante dos outros personagens, características necessárias para o desenvolvimento da trama.

Nesse momento já parecia que a personalidade de Lobo ficaria por um bom tempo indefinida entre total comicidade e relativa seriedade, mas as coisas conseguiram ficar mais complicadas ainda.

Continua no próximo artigo.

texto: Lucio Luiz
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