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Lobo também é inspiração
(03/08/2003)

Inspiração é algo que parece surgir de repente, mas que na realidade é um somatório de conhecimentos e vivências que a pessoa alvo dessa inspiração teve no decorrer de sua vida. Bonito, né? Mas em que isso nos interessa?

Quando alguma idéia surge na cabeça de alguém, ela certamente foi inspirada por algo. Quando essa idéia toma forma, pode chegar a, ela própria, ser um “agente inspirador”. É isso que separa as idéias boas das ruins, e Lobo é um exemplo disso, já que surgiu como uma simples paródia e, hoje em dia, inspira diversas pessoas.

Lobo, uma paródia? Pois é. E quem afirma isso é o próprio Keith Giffen, co-criador do personagem e responsável por sua reformulação. Foi exatamente nessa reformulação que ele foi usado para parodiar os anti-heróis. Essa representação de Lobo foi a que surgiu em “Justice League International” #18, de outubro de 1988 (no Brasil, em “Liga da Justiça” nº 19). Como todos sabem, essa era a famosa fase cômica da Liga, onde Giffen e outros artistas criavam situações até então impensáveis para super-heróis.

Nessa época também estava ganhando força um “formato” de personagens que acabou gerando o que é chamado de anti-herói nos quadrinhos, especialmente demonstrados por criações como Cavaleiro das Trevas, Justiceiro e, é claro, Wolverine. Contudo, diferente de outras paródias que apareceram na revista (como Sr. Nebulosa e General Glória, paródias de Galactus e Capitão América, respectivamente), Lobo ganhou popularidade e se integrou ao grupo de principais personagens da DC Comics.

Numa entrevista concedida este ano ao site Newsarama, Keith Giffen falou com todas as letras: “Eu originalmente trouxe Lobo como uma denúncia ao gênero dessa tendência de Cavaleiro das Trevas/Justiceiro - pessoas reprováveis fazendo as coisas certas contra sua vontade, e sendo vistas como heróis. Eles não eram heróis. Então eu criei Lobo para atacar isso, para ir tão no limite que mostraria quão ridícula era toda essa idéia, e de repente ele se tornou o principal representante daquilo que supostamente deveria ser contra”.

Ou seja, Lobo ajudou a consolidar esse estilo de anti-herói e, hoje em dia, é o principal exemplo dessa “geração” de personagens que ainda hoje são copiados. A mais descarada cópia é o personagem Bloodwulf, da Image, “criado” por Rob Liefield. Ele é um ET (Bloodwulf, não o Liefield, eu acho), caçador de recompensas, tem duas manchas no rosto, é extremamente violento e outras semelhanças. Outro exemplo de uma cópia de Lobo nos quadrinhos é o gibi “Loco vs. Pulverine”, onde é apresentada a luta entre essas imitações de Lobo e Wolverine, respectivamente. Nesse caso, porém, é uma paródia assumida.

A popularidade de Lobo, contudo, não se limitou a inspirar outros personagens de quadrinhos. No tópico Fora dos Gibis do site Lobo Brasil, podem ser encontrados pôsteres, estátuas, fanfics, cards e diversas coisas ligadas a Lobo.

Interessantes, por exemplo, são as músicas inspiradas pelo Maioral. Normalmente por grupo de heavy metal. Também há diversos desenhos espalhados pela internet, inclusive um que mostra uma versão “animated” de um suposto amálgama entre Lobo e Hulk, o “Lobulk” (veja figura ao lado, criada por Sidrix).

Recentemente, foi anunciado um novo jogo de videogame tendo Lobo como personagem principal a ser lançado em 2004 para Playstation 2 e X-Box. No mesmo ano, está previsto o lançamento do primeiro longa-metragem estrelado pelo Maioral.

Por falar em filme, ninguém se esquece do curta-metragem de um estudante de cinema divulgado ano passado. O curta tinha imagens de divulgação tão boas que não houve um fã sequer do Lobo que não fizesse qualquer coisa para ter o filme em suas mãos. Infelizmente, ele não nunca poderá ser comercializado.

Lobo sempre será motivo de inspiração para as pessoas. Pode ser de forma sutil ou descarada, mas fatalmente aqueles que gostam do personagem sempre farão algo ligado a ele, seja uma homenagem criativa ou uma cópia sem criatividade. Se bem que mesmo as cópias são importantes, pois mostram que o personagem está “vivo” e ainda é popular o suficiente para criar interesse nas pessoas.

texto: Lucio Luiz

PS: Esse foi o último artigo regular do site Lobo Brasil. Pelo menos por enquanto. Depois de um ano inteiro com mais de dez artigos sobre diferentes aspectos do Maioral, vamos dar um tempinho nessas análises. Claro que se surgir algum assunto que mereça o desenvolvimento de um artigo, o faremos; apenas não vamos mais manter a regularidade de lançar um artigo por mês.
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