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Lobo: Herói, anti-herói ou vilão?
(01/06/2003)

Lobo é um herói, um anti-herói ou um vilão? “Anti-herói”, talvez dissesse a maioria. “Vilão”, afirmariam alguns. “Herói?”, perguntariam muitos outros. Se você acha que não é possível haver alguma dúvida quanto a isso, talvez fosse melhor conhecer as definições reais de cada um desses termos. Digo “reais” porque, como veremos mais adiante, nem sempre o que pensamos significar uma palavra corresponde a seu verdadeiro sentido.

Herói originalmente era um termo da mitologia que definia o filho de um(a) deus(a) com um ser humano mortal. O conceito clássico de herói, porém, é o da literatura grega, no qual o termo designa um “indivíduo notabilizado por sues feitos guerreiros, sua coragem, tenacidade, abnegação, magnanimidade, etc.”. Herói também é aquele que “arrisca a vida pelo dever ou em benefício de outrem”.

Já anti-herói, por causa do prefixo “anti”, que significa “em oposição a”, designa personagens de ficção “a quem faltam atributos físicos e/ou morais característicos do herói clássico”. Portanto, num conceito bem simplista, anti-herói seria um herói com alguma “imperfeição”. Importante notar que a imperfeição que tornaria alguém um anti-herói não precisa ser necessariamente moral, pode ser física ou de outro tipo. Isso faria com que, por exemplo, até o Homem-Aranha pudesse ser considerado um anti-herói, já que ele é um perdedor do qual ninguém gosta (conceito clássico do personagem)

Por fim, vilão é o termo que define aquele que está do lado do mal. Pode até ter uns lampejos de bondade de veeeeez em quando, mas é “do mal” e ponto final (ih, rimou). Pode conferir isso tudo nos dicionários.

Baseado exclusivamente nesses conceitos, só a título de exemplo, vejamos onde alguns conhecidos personagens, além de Lobo, se encaixariam:
Herói: Super-Homem, Capitão América, Capitão Marvel etc.
Anti-herói: Homem-Aranha, Wolverine, Homer Simpson etc.
Vilão: Lobo, Duende Verde, Lex Luthor etc.

O grande problema é que nos quadrinhos as pessoas utilizam um conceito diferente para definir cada personagem: consideram que herói é o que faz o bem; vilão é o que faz o mal; e anti-herói é aquele cara que, apesar de fazer o mal, até que é um personagem legal. Com isso, o Homem-Aranha, apesar de não ter as “características físicas do herói clássico grego” fica como herói. Seguindo o mesmo caminho, Lobo, apesar de fazer o mal sempre, é definido como anti-herói.

Depois dessa complicação toda, ainda tem gente que quer piorar as coisas e fazer de Lobo um herói. Sua participação na L.E.G.I.Ã.O. ficou perto disso várias vezes. Embora no início ele fizesse o gênero anti-herói, alguns autores posteriores o deixavam no limite do heroísmo.

Essa história ficou pior no período em que Lobo estava como Lobinho na Justiça Jovem. Seus lampejos de bondade chegavam a irritar aqueles que só queriam ver sua personalidade de anti-herói (ou melhor, sua personalidade de vilão, que é bem mais interessante).

Até nos estudos iniciais para a produção de um filme de Lobo (não o curta-metragem de um estudante de cinema que foi feito ano passado, mas um filme “pra valer”) aconteceu algo desse tipo. Uma primeira versão do roteiro, analisada por Keith Giffen, fez o escritor reclamar de estarem querendo fazer de Lobo “o herói do pedaço”.

Claro que para muita gente seria mais cômodo se Lobo fosse um herói, mesmo que mantivesse um pouco de sua violência (o que, tecnicamente, faria dele um anti-herói). Felizmente, a grande maioria dos leitores prefere que Lobo continue como está, sendo um anti-herói (embora, tecnicamente, o que ele faça corresponda às características de um vilão). Quem não gosta, simplesmente não lê.

Na realidade, não importa muito se Lobo for considerado pelas pessoas como herói, anti-herói ou vilão. Afinal, não são tecnicidades desse tipo que definem a qualidade de um personagem de quadrinhos, de literatura ou de qualquer outra obra artística (nossa, Lobo é arte!). O importante é que se mantenha a coerência do personagem e, por conseqüência, que ele continue divertindo a todos nós.

texto: Lucio Luiz
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