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A síndrome dos coadjuvantes
(06/07/2003)

Qual a importância de um coadjuvante? Muita, se considerarmos que existe até um Oscar específico para atores e atrizes coadjuvantes, aquelas pessoas que estão presentes para auxiliar no desenvolvimento da trama e para que o personagem principal não fique sobrecarregado. Nos quadrinhos é a mesma coisa. Inclusive, facilmente encontramos coadjuvantes com importância estratégica para as histórias, como o comissário Gordon, do Batman, apenas para citar um exemplo.

É bom lembrar que Lobo surgiu exatamente como um personagem coadjuvante, tanto em sua primeira fase (coadjuvante dos Omega Men), quanto em sua fase atual (coadjuvante da L.E.G.I.Ã.O.). Especialmente no caso da polícia espacial de Vril Dox, a importância de Lobo era bem grande, num “primeiro nível” compartilhado por Furtiva, Strata e Garryn Bek (Dox era o personagem principal, oras).

Pouco antes de Lobo deixar de fazer parte do grupo, já tinha assumido o “posto” de personagem principal de sua própria revista, além de diversos especiais e minisséries. Para auxiliar no desenvolvimento das histórias, diversos personagens secundários (ou coadjuvantes) foram sendo inseridos, a começar por Jonas Glim, Al e Darlene.

Essa não foi uma exclusividade de Lobo. Na grande maioria dos casos, quando um personagem de quadrinhos ganha um gibi próprio, os autores criam (ou reaproveitam) personagens secundários. No caso de um gibi de humor, como o de Lobo, esses personagens servem principalmente como “escada”, termo usado para designar os atores que, no teatro ou em programas de comédia na TV, só estão lá para ajudar o comediante principal a desenvolver suas piadas.

Então a principal pergunta seria: Os coadjuvantes de Lobo servem a esse propósito? Alguns, sim. No caso de Al e Darlene, porém, as piadas ligadas à destruição do restaurante acabaram ficando repetitivas, especialmente por eles só servirem para esse tipo de piada. Claro que houve um arco de histórias (ainda não publicado no Brasil) em que Darlene torna-se a herdeira de um mafioso, mas na quase totalidade dos casos esses dois servem apenas para estar no “restaurante que Lobo vai destruir na edição desse mês”.

Jonas Glim, contudo, tem uma vantagem enquanto coadjuvante, já que pode ser usado em qualquer coisa. Por ser um caçador de recompensas e trabalhar na mesma agência de Lobo, ele é usado na maioria das vezes quando é necessário que haja diálogos. Como tem uma personalidade muito parecida com a de Lobo, sua presença não atrapalha em nada e ainda permite que alguém “se dê mal” nas histórias (o coitado sofre).

O cachorro do Lobo pode também, de certa maneira, ser considerado um coadjuvante. Na grande maioria das histórias, sua importância é nula, mas gera alguns momentos engraçados. Os golfinhos espaciais também tem importância praticamente nula, mas o fato deles serem os únicos seres com os quais Lobo se importa de verdade, os dá um caráter de “coringa”, podendo ser utilizados sempre que for necessário despertar em Lobo um sentimento de vingança direcionado (experimente matar um dos golfinhos do Maioral que você verá o que acontece).

Claro que um personagem de quadrinhos também precisa de um adversário que seja seu completo oposto. No caso de Lobo, encontramos essa figura em Goldstar, o super-herói bonzinho. Mas, mesmo ele, não faz muito sentido sem estar combatendo Lobo.

Há ainda outros coadjuvantes, como caçadores de recompensas (Billy the Girl, Layla, Django etc.), seres estranhos (como os pingüins assassinos) ou de personalidade unidimensional (por exemplo: Badlucky Happigo, que traz azar para as pessoas a seu redor, e Paranoid Jones, um cara extremamente paranóico). Esses, porém, aparecem e desaparecem sem fazer nenhuma falta, pois sua utilidade é específica para determinadas histórias.

O ponto em comum dos coadjuvante de Lobo é que nenhum deles se sustentaria sozinho. Todos estão na categoria de “escada”, diferentemente de coadjuvantes de outros personagens que conseguiram até revista própria, como Robin e Asa Noturna (coadjuvantes de Batman), Superboy e Supergirl (Super-Homem), Venom (Homem-Aranha), Exterminador (Novos Titãs) e o próprio Lobo.

É importante, porém, que tenhamos em mente que, apesar de todos esses coadjuvantes serem descartáveis (com a única exceção, talvez, dos golfinhos espaciais), é exatamente assim que eles precisam ser. Um coadjuvante de peso mais atrapalharia do que ajudaria na criação de histórias divertidas. Sem contar que seria muito difícil alguém assim ficar por muito tempo ao lado de Lobo.

texto: Lucio Luiz
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