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Ascensão e queda de um Lobo - parte 2
(03/11/2002)

Tudo que sobe desce. Isso se aplica a qualquer coisa que você pensar (até mesmo se você pensar em sacanagem). Quando nos referimos a popularidade, o negócio fica pior ainda, pois alguém que está no céu um dia pode estar no inferno no outro.

Falávamos no último artigo sobre o crescimento da popularidade de Lobo. Desde sua reformulação em 1988, ele só vinha crescendo em popularidade, fato facilmente comprovado pelo volume de revistas com participações principais e especiais do Maioral. Mas quando Keith Giffen parou de escrever regularmente as minisséries do Lobo, por coincidência a popularidade do personagem parou de crescer tanto. O roteirista ainda continuou colaborando (raramente) com Alan Grant em pouquíssimas edições especiais.

De qualquer forma, 1993 foi um ano relativamente bom para Lobo, já que sua revista mensal surgiu no finalzinho do ano (embora a qualidade das histórias só tenha melhorado por volta da sétima edição). O problema do rumo que as coisas estavam tomando com relação a Lobo era, segundo a opinião do próprio Keith Giffen, a tentativa da DC Comics de fazer uma espécie de versão "liberada para menores" do Maioral (tanto que, apesar de violentas, as histórias do gibi mensal nem se comparavam às que Giffen havia desenvolvido até então nas minisséries).

Alan Grant continuava criando boas histórias para o Maioral (até o colocou como participação especial na divertida minissérie “Bob the Galactic Bum”), mas o personagem já dava sinais de que sua imagem estava ficando desgastada. Saiu definitivamente da L.E.G.I.Ã.O. na revista “R.E.B.E.L.S.” #6 e suas aparições em revistas alheias ficaram cada vez mais raras. Mesmo assim, o principal problema estava em sua revista mensal: Lobo estava cada vez mais longe da “realidade” do universo DC. Não que um personagem como ele devesse fazer parte da “cronologia oficial” da editora, já que funciona muito bem em histórias nonsense, mas a proposta de uma revista mensal é diferente da proposta de edições especiais (e era exatamente o ponto no qual Keith Giffen mais se debatia).

Em 1996 ainda houve duas demonstrações de que Lobo não estava tão mal assim. Uma foi ter participado como um dos personagens principais da minissérie “DC vs. Marvel” lutando contra Wolverine; por sinal, o Maioral perdeu, mas isso é explicado pelo fato da luta ter sido decidida pelo voto dos leitores e, não podemos negar, Wolverine tem muito mais fãs que Lobo (todos concordam que, nesse caso em particular, nas CNTP, não tinha como Lobo perder). A outra demonstração foi a participação em episódio de duas partes do desenho animado do Super-Homem chamados “The Main Man” (traduzidos pela Warner Brasil, erroneamente, como “O Homem Invencível”, mas que significa realmente “O Maioral”). Ele ainda apareceu numa “pontinha” em outro episódio do desenho.

Lobo continuava com sua edição mensal e algumas edições especiais, mas já aparentava não vender tão bem quanto antes. A gota d’água veio com a edição 82, de junho de 1998, da revista americana sobre quadrinhos “Wizard”. Numa reportagem de uma página, eles malhavam a revista de Lobo, chamando-a de repetitiva, sem-graça e mal escrita (entre outras coisinhas tão simpáticas quanto - confira a reportagem original clicando na imagem ao lado).

Essa reportagem ajudou na decisão de cancelar a revista mensal de Lobo (o que aconteceu no ano seguinte). Essa situação foi inclusive satirizada em “Lobo” #60, numa história na qual Lobo lê essa tal reportagem da “Wizard” e é obrigado pela DC Comics a virar um super-herói cheio de qualidades. Curiosamente, esse arco de histórias, que se seguiu até a edição 62, e as duas últimas edições, com uma história que contou com a participação especial de Etrigan, foram duas das melhores histórias já publicadas no gibi do Maioral.

Lobo ainda teve um rápido momento de “glória” em 2000 com a edição especial “Batman/Lobo”, mas logo em seguida veio o malfadado Lobinho, o Maioral transformado magicamente em adolescente e que acabou participando de algumas histórias da Justiça Jovem. Lobo ficou como Lobinho até o final de 2001, sendo de certa forma “humilhado” (se analisarmos o que estavam fazendo com sua personalidade). Felizmente, arrumaram um jeito de torná-lo novamente adulto (embora tenha sido através de uma desculpa muito mal elaborada), mas colocaram um clone adolescente defeituoso em seu lugar - Slobo, que nem merece comentários.

Quando tudo parecia perdido, quando nem o mais ardoroso fã do Maioral tinha esperanças de ver os bons tempos de volta, veio finalmente a redenção: Em 2002 foi lançada a revista “DC First: Superman/Lobo”, com roteiro de Keith Giffen. Essa revista fez parte de uma série de quatro “primeiros encontros” entre personagens da DC Comics e a primeira edição trouxe exatamente o encontro entre Lobo e Super-Homem. Não está entre as melhores histórias já escritas por Giffen, mas resgata sua visão sobre o personagem e serviu de “termômetro” para o lançamento de “Lobo Unbound”, talvez a mais aguardada minissérie de Lobo desde “O último czarniano”.

Com essa nova minissérie, Giffen garante que vai trazer de volta sua visão sobre Lobo, e ainda afirma que, depois de ler a história, vai ser difícil que as pessoas continuem achando o Maioral um personagem “fofinho”. Só nos resta agora esperar o lançamento de “Lobo Unbound” para ver se Keith Giffen conseguirá fazer a popularidade de Lobo voltar a crescer. E torcer para que os “chefões” da DC Comics não acabem fazendo o Maioral perder o rumo novamente.

texto: Lucio Luiz
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