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Ascensão e queda de um Lobo - parte 1
(06/10/2002)

No princípio era o Verbo... ops, introdução da história errada. O que queremos relatar aqui é a gênese de Lobo. Portanto, no princípio eram os Omega Men e uma roupinha lilás de boiola lá pelos idos de 1983.

Quando Lobo surgiu, ninguém imaginou que ele teria todo o sucesso que acabou conquistando alguns anos depois. Ele era um personagem secundário da revista dos Omega Men (uma espécie de revolucionários interplanetários ou algo do gênero), mais precisamente um caçador de recompensas que apareceu algumas vezes tendo uma participação de relativa importância nas histórias.

De qualquer forma, essas aparições de Lobo têm importância apenas "histórica" para o personagem. Sua personalidade, como a conhecemos atualmente, foi delineada por Keith Giffen (que foi o desenhista da primeira aparição do Maioral nos Omega Men) em 1988 nas páginas da revista "Justice League International" #8. Um pequeno parêntese: para quem não lembra, nessa época as histórias da Liga da Justiça eram a da famosa fase cômica criada pelo próprio Giffen, além de J.M. DeMatteis, Kevin Maguire, Al Gordon e Terry Austin.

Dizem os boatos que a personalidade violenta/cômica de Lobo na revista foi uma espécie de paródia a Wolverine, mas os leitores não entenderam a piada. Sendo ou não verdade, isso não importa muito, já que o personagem se firmou independente desse fato. A prova é que sua participação durou quatro edições e ele foi aproveitado, apenas três meses depois, como personagem coadjuvante da recém-surgida L.E.G.I.Ã.O., criada por Keith Giffen (olha ele aí de novo!) e Alan Grant (que é o escritor que mais roteirizou revistas com participação do Maioral até hoje - mais de 160!).

É bem provável que Giffen tenha introduzido Lobo na revista da Liga da Justiça para que quando ele aparecesse na da L.E.G.I.Ã.O. não houvesse necessidade de gastar espaço falando sobre ele. De certa forma graças a seu espaço nas histórias da L.E.G.I.Ã.O., Lobo foi crescendo em popularidade. Para ter uma idéia, sua primeira aparição na revista foi em 1989 e, no ano seguinte, já era lançada sua primeira minissérie (“O último czarniano”). Essa história, inclusive, mostrava com detalhes a origem do Maioral e definiu de vez suas principais características (além de ter mostrado seu potencial em histórias solo); é até hoje uma das melhores (na opinião de muitas pessoas, a melhor) história de Lobo já escrita.

Em 1991, Lobo fez sua primeira grande participação em revistas de outros personagens. Em "The Demon" #11 (revista do demônio Etrigan, na época já com o conteúdo cômico de Alan Grant), Lobo participou do arco de histórias “Apocalypse Now”, ficando até a edição 15. No mesmo mês em que chegou a última edição de “The Demon” com Lobo, era possível encontrá-lo também na revista “Legion of Super-heroes” #22 e “War of the Gods” #1, além da L.E.G.I.Ã.O., é claro. “War of the Gods”, por sinal, foi a primeira grande saga da DC Comics (daquelas que a editora faz uma ou duas vezes por ano) da qual Lobo participou com grande importância para o desenvolvimento da história; em grandes sagas anteriores ele aparecia basicamente como membro da L.E.G.I.Ã.O..

No final do ano (ainda estamos em 1991!), saiu “The Lobo Paramilitary Christmas Special” (revista na qual ele luta com Papai Noel). Foi a consagração que o Maioral precisava. Depois disso, era lançada uma edição especial de Lobo atrás da outra, além de nova participação na revista da Liga da Justiça (em dezembro de 1991, por exemplo, havia seis revistas diferentes com a participação de Lobo, sendo que em quatro ele tinha destaque na capa - veja as capas na imagem abaixo). Cá entre nós, é raro um mesmo personagem (que não seja Super-Homem ou Batman, é lógico) aparecer em tantas revistas simultâneas com participação importante em todas, principalmente levando em conta que ele nem tinha revista própria na época.

Para não ficar chato citando esses dados sem parar (até porquê eles podem ser conferidos no site Lobo Brasil na seção "Todas as revistas"), vamos resumir: Nos anos que se seguiram Lobo apareceu sem parar na revista da L.E.G.I.Ã.O., em edições especiais e em revistas de diversos personagens da DC Comics. Sua popularidade estava no topo.

Mas como nada que é bom dura para sempre, em 1993 Keith Giffen diz "tchau" para as edição especiais de Lobo logo após lançar, quase ao mesmo tempo, as minisséries “Lobo: Infanticide” e “Lobo’s back”. O motivo ele explicou numa entrevista ao site Jack Kirby Collector e reproduzo aqui adaptado: “Eu disse ao editor Dick Giordano que continuaria fazendo minisséries de Lobo, mas na primeira vez em que me censurassem, eu deixaria o personagem. Ele achou que eu não faria isso, mas aceitou o acordo. Na última edição de ‘Lobo’s back’ (N.E.: ‘Lobo está morto’, no Brasil), tem uma parte em que ele luta com Torquemada e os Inquisidores Selvagens; na realidade seria Combat Christ and the Howlin’ Apostles. Ele disse que era claro que não poderia entrar. Então eu disse adeus e desejei toda sorte a Alan Grant (N.E.: roteirista que passou a escrever constantemente histórias do personagem)”.

Não por coincidência, no mesmo ano da saída de Keith Giffen surgiu a revista mensal de Lobo (idéia sobre a qual o roteirista era terminantemente contra) e a curva ascendente da popularidade do Maioral começou a mudar de direção.

Continua no próximo artigo.

texto: Lucio Luiz
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